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Quilometragem do carro: o que preciso saber sobre o assunto?

abril 13, 2018

A quilometragem do carro é algo muito importante a ser observado, tanto durante a compra quanto ao longo da vida útil do veículo. Portanto, se você está pensando em adquirir um usado ou mesmo dar mais atenção ao seu carro na garagem, vale a pena conhecer mais sobre o assunto.

Existem vários fatores que determinam a importância de se observar a quilometragem de um veículo. As manutenções programadas, ou seja, aquelas recomendadas pelos fabricantes num determinado espaço de tempo, são feitas com base na quilometragem. Por isso, as trocas de óleo são feitas a cada 10 mil quilômetros, a troca dos pneus a cada 60 mil quilômetros, etc.

Além disso, existe uma grande preocupação com situações de adulteração de odômetro. Isso inclusive levou a Câmara dos Deputados a aprovar um projeto de lei — que agora precisa da aprovação do Senado Federal para entrar em vigor — para coibir esse tipo de prática. Dessa forma, como veremos abaixo, ficou ainda mais difícil adulterar o odômetro.

Quilometragem do carro: 4 checagens essenciais

Devido à tamanha importância, é essencial entender como funciona a quilometragem do veículo e saber identificar qualquer discrepância ou necessidade de manutenção. Por isso, separamos algumas checagens essenciais para você realizar no seu veículo ou naquele que está pensando em comprar.

São testes simples, no geral, com a necessidade de um mecânico em alguns casos. Porém, vale o esforço para evitar dores de cabeça futuras ou até mesmo conhecer o histórico real do carro que você já possui há algum tempo. Vamos começar?

1. Entenda o odômetro

O odômetro é o instrumento no painel do veículo que mede sua quilometragem desde o momento em que o veículo sai da linha de produção. Você não vai encontrar veículos modernos sem odômetro, mas alguns modelos mais antigos (da década de 1930, por exemplo) não contam com o aparelho.

Existem algumas configurações mais comuns do odômetro: ele pode ser de aferição mecânica, em que um cabo aciona o mecanismo que mede a quilometragem em tempo real e mostra analogicamente no painel; ou pode ser digital, com a medição feita completamente por circuitos eletrônicos, sendo mostrada no painel analogicamente ou de forma digital.

Independentemente da configuração, para o motorista, é importante saber que o odômetro mostra duas informações diferentes no painel:

  • Quilometragem total: a quilometragem percorrida pelo carro durante toda sua vida;

  • Quilometragem parcial: quilometragem que pode ser iniciada, pausada e reiniciada pelo próprio motorista (geralmente utilizada para fazer média de consumo, quando o carro não conta com computador de bordo).

2. Verifique se a quilometragem é original

A adulteração da quilometragem passou de uma prática comum para algo raro e bem difícil de se executar. Isso porque, com os anos, mesmo os odômetros analógicos foram sendo equipados com dispositivos de segurança, justamente para evitar fraudes na aferição.

Hoje em dia, com o uso extensivo de dispositivos de medição completamente eletrônicos, a adulteração do odômetro tornou-se uma prática em desuso, especialmente pelo nível de dificuldade e pelo custo que uma adulteração — feita pela mudança no chip de programação do sistema — desse tipo teria se fosse executada.

No entanto, é recomendável fazer uma checagem para constatar se algo foi modificado. A maneira mais eficaz de verificar se houve algum tipo de alteração no odômetro é levar o carro até uma oficina que tenha um scanner automotivo e rodar o teste pelo computador. Em poucos minutos o aparelho emitirá um relatório de tudo que pode haver de errado no carro e, se for algo relacionado ao odômetro, fique com o alerta ligado.

Outra maneira de conferir, é observar, no manual do veículo ou nos registros de manutenção (como veremos em seguida), qual foi a quilometragem aferida no último registro de serviços do veículo e comparar com a quilometragem atual. Se a atual estiver menor, é um indício de uma possível adulteração.

3. Observe os registros de manutenções

Os registros de manutenção são como o histórico médico de um veículo. São eles que contarão, por meio de todos os serviços como manutenções e trocas de peças, a história do carro e se ele está em bom estado de conservação ou não.

Por isso, se está comprando um carro novo ou quer dar uma conferida no status do seu usado na garagem, vale a pena recolher todas essas informações. No caso de um carro que você está pensando em comprar, isso vai ajudar a entender se o veículo tem algum problema não resolvido ou crônico.

Agora, no caso do seu próprio carro, esse histórico pode revelar o motivo da existência daquele probleminha chato que parece nunca ser resolvido de vez e que volta a aparecer sempre. Se tiver alguma peça ou serviço realizado de maneira errada no passado, o problema voltará a ocorrer com o tempo.

4. Tenha um panorama de manutenção por meio da quilometragem

De nada adianta entender todo o passado do seu veículo e conhecer seu estado de conservação atual, se você não continuar cuidando dele daqui para frente. Respeitar a periodicidade das manutenções, seguindo a quilometragem, é essencial para garantir o bom funcionamento do automóvel.

Isso vale para todas as manutenções, porém, ganha especial relevância para aquelas que têm relação direta com a segurança do carro. Portanto, respeite a quilometragem recomendada pelo fabricante quando o assunto for os freios, pneus e iluminação.

Não se esqueça de manter você também um histórico de manutenções do veículo. Isso vai ajudá-lo a ter mais controle sobre o assunto e também é uma prática que contribui muito na hora da revenda. Se a oficina que você frequenta não costuma fornecer esse tipo de registro, não hesite em cobrar!

Como você deve ter percebido, conhecer a quilometragem do carro só traz benefícios para o proprietário atual ou futuro. Por isso, não ignore nenhum dos sinais que mostramos acima e siga sempre tranquilo com seu automóvel.

Gostou do artigo? Então que tal conferir também quais são as características que tornam um carro ideal para estradas de terra e terrenos difíceis? Não deixe de conferir em nosso post!