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Passo a passo: aprenda como funciona o financiamento de carros usados

junho 26, 2019

Os automóveis combinam a independência do transporte público e o conforto dos deslocamentos individuais. Mas não são todos os consumidores que dispõem de um orçamento para comprar essa autonomia. Por isso, preparamos este artigo para discutirmos o financiamento de carros usados.

Esse é um assunto que ainda gera curiosidade nas pessoas, pois elas costumam atribuir a modalidade apenas à aquisição de veículos zero km. Para resolver essa questão de uma vez por todas, compilamos as principais informações sobre o tema, explicando a possibilidade de financiar e como fazer isso. Confira!

Financiamento de carros usados

A primeira dúvida a ser eliminada: é possível financiar veículos usados? Sim, caro leitor! O financiamento é a modalidade mais popular do mercado nacional, justamente pela sua flexibilidade na quitação dos mais variados bens e serviços. Contudo, antes de embarcar em um negócio, vale a pena conhecer esse formato de aquisição.

financiamento tradicional, de Crédito Direto ao Consumidor (CDC), é basicamente uma operação de empréstimo. Para ilustrar nosso argumento, listamos as etapas durante essa modalidade:

  • o consumidor deseja comprar um veículo, mas não dispõe do valor para sua quitação imediata;

  • então, ele decide financiar;

  • a instituição financiadora quita o bem com o lojista;

  • o consumidor tem o veículo registrado em seu CPF, mas com a posse vinculada à instituição financiadora;

  • para evitar a apreensão do bem, o comprador deverá honrar as parcelas definidas no contrato.

Percebeu? O financiamento é o empréstimo de um valor, utilizado na compra de um veículo. Por isso que essa é uma modalidade que exige planejamento, já que toda operação de tomada de crédito implica em alguma taxa de juros.

Por conta disso, existe mais um fator importante: essa taxa sempre será proporcional ao tamanho do período e valor financiado. Veja os exemplos:

  • R$ 20 mil ao longo de 24 meses = taxas menores;

  • R$ 45 mil ao longo de 60 meses = taxas maiores.

Por isso que o valor de entrada é tão importante para garantir uma boa negociação. Na realidade, a maioria das instituições não permite o financiamento integral, mas saiba que aquelas que o fazem certamente cobrarão por isso.

Já em um segundo plano, destacamos o leasing. Essa submodalidade segue os moldes de quitação do financiamento. Porém, ela consiste no empréstimo do veículo durante o período financiado. Em comparação ao CDC, seus diferenciais são:

  • menores taxas de juros e, portanto, parcelas mais baratas;
  • impossibilidade antecipar as parcelas para agilizar a quitação;
  • o bem não está no seu nome, e sim no CNPJ da instituição financeira;
  • impossibilidade de venda do veículo durante o contrato, pois ele não é seu.

Passo a passo para realizar o financiamento

Agora que você conhece os conceitos básicos da modalidade, já podemos seguir com o tutorial. Para que nenhum ponto passe despercebido, separamos este miniguia em 6 etapas. Assim, distribuímos todo o processo de maneira clara, fácil e detalhada. Acompanhe!

1. Pesquise o mercado

Essa etapa é válida tanto para a busca das instituições financeiras quanto do veículo ideal. Aproveite o tempo enquanto não está comprometido com nenhum contrato: pesquise e compare até a exaustão! Afinal de contas, a melhor maneira de evitar o arrependimento pós-compra é certificando-se de que você fez a melhor escolha possível.

Quanto ao veículo, recomendamos que filtre as suas alternativas com aqueles de, no máximo, 10 anos de fabricação. Esse é um requisito mínimo para muitas instituições e muitos bancos liberarem o contrato. 

2. Considere a melhor modalidade

Aqui, você precisará tomar a decisão final entre CDC ou leasing. De uma maneira geral, o CDC é a opção mais selecionada, tanto pela maior disponibilidade nas instituições como pela posse imediata do carro.

3. Compare as condições

Esse é um momento para “arregaçar as mangas” e procurar as especificações de cada uma das empresas no mercado. Durante essa pesquisa, você deve focar sua atenção em quatro questões:

  • o prazo máximo para o pagamento;
  • o máximo valor financiado;
  • a taxa de juros praticada;
  • a certificação da melhor opção.

É fundamental que você confronte as suas certezas com essas perguntas, eliminando as opções nocivas ao seu orçamento. Como exemplo, listamos as condições de algumas instituições conhecidas no segmento. 

Banco do Brasil

  • prazo máximo: 60 meses;
  • máximo valor financiado: 100%.

Bradesco

  • prazo máximo: 60 meses;
  • máximo valor financiado: 70%.

Caixa Econômica Federal

  • prazo máximo: 60 meses;
  • máximo valor financiado: 80%.

Santander

  • prazo máximo: 60 meses;
  • máximo valor financiado: 100%.

Não podemos pontuar as taxas de juros, pois, como explicamos, elas variam de acordo com as especificações do seu contrato. Para além dos bancos citados, vale pesquisar pelos outros participantes desse mercado, como as instituições financeiras específicas ao setor de financiamentos.

Ah, uma boa dica para conseguir melhores taxas: procure as condições no seu principal banco. Sabe aquela instituição em que você tem conta e movimenta há muitos anos? Pois bem, a depender do histórico e do relacionamento, uma visita à sua agência poderá te render uma negociação especial.

4. Simule todos os cenários

Reúna os valores, as taxas e as  informações das instituições A, B, C e D. Então, utilize uma calculadora que simule os financiamentos, para identificar o peso dessa compra ao longo dos meses de contrato. Para essa finalidade, recomendamos duas ferramentas:

  • Calculadora do Cidadão, do Banco Central do Brasil;
  • o simulador virtual nas páginas das instituições financiadoras.

5. Reúna os documentos

Para iniciar a aquisição, você precisará daqueles documentos tradicionais de identificação e afins. Por isso, procure e reúna em uma pasta:

  • CPF e RG;
  • comprovante de renda;
  • comprovante de residência.

6. Financie

Pronto, caro leitor! Agora é “só correr para o abraço”, pegar o carro novo e celebrar essa nova conquista. Por fim, aqui vai um comentário importante: perceba que esse tutorial teve o objetivo de simplificar esse procedimento para os consumidores de primeira viagem.

Mas é fundamental que você planeje a sua aquisição, reconhecendo os gastos paralelos às parcelas do financiamento, como eventuais seguros, abastecimentos, manutenções e afins. Até porque o objetivo final é o de comprar um carro para facilitar o seu cotidiano, sem prejudicar o orçamento.

Assim, entendemos que a compra de usados é uma das melhores alternativas no mercado nacional. Afinal de contas, esses veículos já atravessaram o período mais bruto da desvalorização e, quando bem-conservados, apresentam durabilidade e competência para te levar aonde for.

Por fim, você precisa atentar-se a um último ponto: encontre uma empresa de qualidade e reputação, que comercialize automóveis nessa condição sem representar nenhum risco ao seu sonho!

Agora que você está inteirado sobre o financiamento de carros usados, entre em contato com a nossa equipe e dê outro passo em direção a essa conquista. Para tanto, basta acessar o Portal Auto Shopping para conversar conosco!